sábado, 9 de setembro de 2017

O GRANDE INCÊNDIO FLORESTAL DE SINTRA ACONTECEU HÁ 51 ANOS - **E COMO HERÓIS FORAM RECONHECIDOS-AND AS HEROES THEY WERE RECOGNIZED **, uma edição de Eugénio de Sá

E como heróis foram reconhecidos .... 
uma edição de Eugénio de Sá
And as heroes they were recognized... 
an edition of Eugénio de Sá
O grande incêndio florestal de Sintra aconteceu 
há 51 anos




“ O incêndio alarmou toda a população de Sintra, e tem-se conhecimento de que foi um guarda-florestal a primeira pessoa a comunicar à administração florestal, por volta das 12 horas do dia 6 de Setembro, que havia fogo na propriedade da Penha Longa. Para o local seguiram os bombeiros de S. Pedro de Sintra, “apenas às 12h57m” e os Bombeiros de Colares, «duas horas depois», foram alertados”.

A meio da tarde, é lançado através das rádios, um apelo a todas a entidades civis e militares, que possuíssem autotanques, para colaborarem no combate ao fogo, mandando concentrar todos os veículos na Lagoa Azul e no Largo da Palácio Nacional da Vila (Sintra).

Na tarde de 7 de Setembro de 1966 morrem nas chamas 25 militares do Regimento de Artilharia Antiaérea Fixa (RAAF), de Queluz.”

CM Sintra


E COMO HERÓIS FORAM RECONHECIDOS

"Eu ouvi-os gritar. A pedirem água. A pedirem socorro. Coitadinhos, morreram todos."
Estas são as memórias que Luciano Policarpo Duarte, de 64 anos, tem do fatídico dia 7 de Setembro de 1966 na serra de Sintra, quando 25 militares do Regimento de Artilharia Fixa de Queluz morreram durante o combate a um gigantesco incêndio que durou sete dias.


Os homens que faleceram há 51 anos no Pico do Monge, em plena serra, foram homenageados nesse mesmo local por militares, bombeiros e pelo presidente da Câmara de Sintra. Uma cerimónia contida mas sentida, sem grandes discursos, no meio de uma serra calma e de novo verdejante, que se havia tornado num inferno de fogo, com uma frente de 20 quilómetros, nesse dia em que um pelotão do exército com 37 homens ficou encurralado no meio das chamas.
Vinte e cinco jovens não conseguiram fugir à morte e, como foi lembrado no discurso dos seus camaradas de armas do Regimento de Artilharia Antiaérea
n.º 1, no mesmo dia da tragédia, D. António de Castro Xavier Monteiro, arcebispo de Mitilene, afirmou na missa que celebrou em memória das vítimas: «Mortos de Sintra presentes. A serra vos deu a morte, que ela vos dê a imortalidade merecida»
No alto do Pico do Monge está um monumento em sua homenagem, onde ontem foram depositadas coroas de flores e rezada uma prece pelo oficial capelão. No local da tragédia, onde na tarde de dia 8 de Setembro dois engenheiros encontraram os corpos sem vida, erguem-se agora 25 ciprestes em sua memória.
Luciano Duarte, o homem que cerca das 16h30 da tarde de 7 Setembro de 1966 foi testemunha da tragédia, tinha lágrimas nos olhos ao recordar aquele dia que nunca mais esqueceu. Tinha saído da Malveira da Serra, onde ainda hoje reside, para ajudar no combate ao incêndio, mas os bombeiros aconselharam-no a molhar um lenço para proteger a cara e a sair do local. O fogo estava incontrolável.
Ao avançar uns metros viu o carro do exército a arder e do meio da serra vinham as vozes. "A pedirem água. A pedirem socorro. Não tinham fatos especiais, só tinham paus para lutar contra as chamas. Ficaram lá todos.

Anabela Mendes
Público

Edição:

Eugénio de Sá


Sintra, 9 de Setembro de 2017

quinta-feira, 29 de junho de 2017

SINFONIA AO SOL MAIOR - Um soneto de Eugénio de Sá - Escrito em intenção das vitimas do grande incêndio ocorrido em Portugal em Junho de 2017.

Sinfonia ao Sol Maior


( Eugénio de Sá )


Horrífico, o tartáreo bafo de fornilhos
Que Lúcifer soltou com fúria imensa
E Portugal gemeu ao ver seus filhos
Quais tochas fossem em fornalha intensa

Fogo rolou plos vales e plas vertentes
Incinerando pessoas e haveres
E nas bocas daquelas pobres gentes
Não houve tempo pra quaisquer dizeres

Era a abertura de uma sinfonia;
“Horribilis Tempestas”, sob Sol Maior
Profano Kyrie, sem sintonia

Mefistofélico som, violentador
Pintado de vermelhos de heresia
Em contraponto às preces ao Senhor


Escrito em intenção das vítimas do grande incêndio
ocorrido em Portugal em Junho de 2017.

( Titulo das duas quadras originais:
 "O bafo de Lúcifer" )

 Edição:

Eugénio de Sá

 23.Junho.2017

VEJA AQUI  O POEMA EM VÍDEO

domingo, 25 de junho de 2017

UM FOGO QUE SE TORNOU UMA TRAGÉDIA NACIONAL JUNHO 2017 - A FIRE THAT HAS BECOME A NATIONAL TRAGEDY JUNE 2017- uma edição de Eugénio de Sá

UM FOGO QUE SE TORNOU UMA TRAGÉDIA NACIONAL JUNHO 2017 



Observe as imagens deste incêndio. Será só uma coincidência? 
O bafo de Lúcifer

  
Horrífico, esse tartáreo bafo de fornilhos 
Que Lúcifer soltou, com fúria imensa
E Portugal gemeu ao ver seus filhos
Quais tochas fossem em fornalha intensa

Fogo rolou plos vales e plas vertentes,
Incinerando pessoas e haveres
E nas bocas daquelas pobres gentes
Não houve tempo pra quaisquer dizeres


Eugénio de Sá
22.Junho.2017
 Foi tremenda a fatalidade que se abateu sobre Portugal; o fogo estendeu-se a três concelhos do centro do país; Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos.


Em Pampilhosa da Serra e Góis, na região de Coimbra, ainda lavram fogos de considerável dimensão, mas acredita-se que o pior já passou.


Na realidade, parece que o diabo andou à solta, já que no passado fim de semana se conjugaram alguns factores meteorológicos e geofísicos; trovoadas secas, ventos variáveis, e muito calor, sempre muito calor (+ de 40ºC, que provocaram o que alguns chamaram já de "tempestade perfeita" ou ****" Fenómeno Downburst " , já que os seus efeitos foram explosivos e mortais.

A despeito do elevado número de bombeiros que foram deslocados para a região, e dos meios
à sua disposição, que chegaram a incluir 14 aeronaves, entre aviões e helicópteros, meios móveis pesados,
Portugal perdeu em três dias uma grande mancha florestal entre a qual estão implantadas
numerosas aldeias, algumas em locais de muito difícil acesso.

Arderam muitas habitações e um número indeterminado de animais e de máquinas agrícolas
que deixaram os seus proprietários sem meios de subsistência, e sem abrigo.
Mas o mais importante foram as vidas que foram defendidas pelos valorosos bombeiros portugueses,
a que se vieram juntar algumas unidades vindas de Espanha,França, Itália e Marrocos que estão agora a ajudar a garantir
o indispensável rescaldo do grande incêndio.

O balanço - desta catástrofe, cifra-se em 64 mortos e 250 feridos,
alguns deles em estado muito grave e 53 mil hectares de área ardida (queimada)











 ****O QUE É O UM "DOWNBURST" ?O FENÓMENO QUE ATINGIU PEDRÓGÃO GRANDE

FENÓMENO MUITO RARO E CATASTRÓFICO, OS VENTOS CHEGAM A ATINGIR 500 Km POR HORA
FOI ESTE FENÓMENO UMA DAS CAUSAS QUE ACONTECEU NO FOGO DE PEDRÓGÃO GRANDE-PORTUGAL

****Downburst é um vento de grande intensidade e junto ao solo que, a partir de determinado ponto, sopra de forma radial; isto é, em linha reta em todas as direções a partir do ponto de contacto com o terreno. Este fenómeno produz frequentemente ventos de grande perigosidade e pode ser confundido com um tornado. No entanto, enquanto num tornado os ventos de grande velocidade giram em volta de um ponto central e se deslocam para cima e para baixo, no downburst movem-se unicamente em direção ao solo e depois para fora do ponto onde aterram.











Sintra - Portugal, Junho 2017

VEJA AQUI EM VÍDEO





domingo, 19 de julho de 2015

AINDA A TEMPO, um poema ( em sextilhas ), de Eugénio de Sá

(Sextilhas)

Ainda a tempo
Eugénio de Sá


Voltaste, fiquei feliz que voltaste!
Deste-te agora razão à razão que renegaste.
Voltaste, e a casa ficou mais quente
 E este velho coração que um dia quase morreu
Voltou a bater mais forte, de novo junto do teu
Sentindo que perdoar premeia a alma da gente.


E depois, erros maiores quem jura não cometer?
 Mas sempre haverá lugar ao direito a reviver
Sem prolongar, por orgulho, dolorosas agonias
Afinal um olhar doce afirma arrependimento
Se o cruzarmos com amor mostrando entendimento
E a vida fica mais leve sem estéreis teimosias.


Voltaste, ainda bem que voltaste!
Voltou a vida aos recantos desta casa que deixaste
E até as flores da sacada voltaram a renascer
Felizes de ouvir-te a voz e o teu riso estridente
Que os passos que se deram não ecoem no presente
Nem se arrastem no futuro que temos para viver.


Eugénio de Sá

Sintra - 15.Julho.2015 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

DUETO DE IRMÃOS - CARA A CARA COMIGO, de Eugénio de Sá & O MELHOR DA TUA CARA, de Luiz Poeta (Luiz Gilberto de Barros)


Cara a cara comigo

Eugénio de Sá


Serei o cara de outro linguajar
Ou simplesmente o cara da cara que sou?
E se à resposta trabalho me dou
É porque exijo o móbil de cá estar.

De caras, dou comigo a invejar
Outros caras que sabem mais de si
Quem sabe se algum deles se não ri
   Deste cara que eu quero examinar…

Ah, que cara feia faço, até pra mim
Retorço-me por dentro? – Como assim,
Se só estou considerando uma razão

Que me faça entender que cara sou
Que valha este trabalho a que me dou
Pra conhecer meu velho coração!


Eugénio de Sá
  Sintra, 8 de Maio de 2015




O melhor da tua cara

Luiz Poeta
( Luiz Gilberto de Barros – especialmente para o coração
do meu amado e imortal irmão Eugénio de Sá
às 8 h e 38 min do dia 29 de junho de 2015 do Rio de Janeiro).  


A cara que te dás não te pertence,
Se a alma que te traz é outra alma.
É aquela da auto-estima, a que te acalma,
Aquela, onde teu  riso  tudo vence.

O espelho que te vê de forma avara,
Te mostra um outro rosto, não o teu;
Se queres ver teu rosto, olha o meu,
Que sou quem te admira e te repara.

Enxerga-te na grandiosidade
Que tens e que te dá felicidade
Porque, quem não te vê como devia

Não ama qualquer cara que tu tenhas ,
Por isso, eu quero, amigo que tu venhas
Com a cara mais feliz da poesia.


quinta-feira, 16 de abril de 2015

TESOUROS V - Netinhos a Alegria aos fins de semana

Amigas & Amigos,
Convidamos a ver o vídeo que está em baixo.
Os nossos netinhos espalhando alegria aos fins de semana


 Muito agradecidos
Susana Custódio
&
Eugénio de Sá
Sintra - Portugal - 15 der Abril 2015

sábado, 4 de abril de 2015

COMO A VIDA PASSA... para ti, Sue no nosso 4º. Aniversário

Como a vida passa...

(Por Eugénio de Sá) 

Parece que foi ontem, e todavia já lá vão quatro anos.
Tu ondulavas pela casa esperando que as horas cedessem
à tua ansiedade, eu voava ainda sobre o oceano,
saudoso da minha Lisboa, saudoso de um bom bacalhau cozido,
curioso da tua reacção depois de dois anos passados longe do país. 
Depois, à chegada, foi o abraço, o beijo, os olhos que trocavam interrogações e que sorriam, sorriam sempre, sorriam muito,
denunciando a felicidade do esperado encontro pelo amor incontido que se esperava.


Hoje temos amor, paz, muita paz. Entendemo-nos e acumulamos
carinho, experiências comuns, memórias partilhadas
como se partilham doces conivências, e também alguns gostos
e desgostos. Às vezes temos de puxar pela paciência,
mas ela também faz parte do quotidiano de um casal
que sabe que, sem ela, não resistiria como tal.


Como num cadinho, amor e amizade misturam-se como
se mistura o bom senso com a delicadeza e o respeito mútuos.
É a sabedoria da vida que se atinge depois de havermos
vivido muitos anos. Se não aprendermos isso,
então não fomos capazes de aprender grande coisa.


Assim vai prosseguindo a vida.
E que depressa ela passa!


Para ti, Sue
3 de Abril de 2015
( quatro anos volvidos desde que aqui cheguei para ficar )

O teu Eugénio


Convite para ler o poema

O TEU OLHAR À CHEGADA de Eugénio de Sá
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Aqui neste link



SINTRA - PORTUGAL - 3 DE ABRIL 2015